Livros
O Livro dos Políticos
O chargista Newton Silva foi um dos convidados para participarem do “O Livro dos Políticos”, escrito por Heródoto Barbeiro e Bruna Cantele. Na obra, eles fazem um passeio bem-humorado pela história da sociedade brasileira, em que o fio condutor é a sucessão presidencial. Dividido em blocos – Denúncias e Escândalos; Ah! Esses jornalistas…; Diário da Corte; Personalidades, entre outros – o livro é ilustrado por charges de cartunistas como Diogo Salles, Flávio, Gilmar, Guz, Léo Valença, Mangabeira, Néo, Luiggi Rocco, Renato Machado, Sponholz, Newton Silva e Zappa. Além disso, há notas cronológicas e trechos de jornais impressos para mostrar ao leitor as crises e escândalos que fazem parte do cotidiano da política nacional. “O Livro dos Políticos” não se dedica apenas aos líderes de Estado: os planos econômicos, as trocas de moedas, os inúmeros partidos políticos, os intermináveis escândalos e as CPIs são relembrados em suas 304 páginas.
O casamento de Zé Teatro com Maria Escola
Autor: Crispiniano Neto - Ilustrador: Newton Silva
Texto de teatro que narra a história da dissociação entre arte e escola, ocorrida a partir do Positivismo. De forma bem humorada, valendo-se da citação de cordéis, repentes e trechos do cancioneiro, o autor vai construindo diálogos sobre a importância da interdisciplinaridade e contextualização para melhoria da aprendizagem.
Um boneco chamado mamulengo
A autora é Graças Freitas, historiadora, diretora teatral, atriz de teatro, rádio, televisão e manipuladora de bonecos. O livro conta a história do boneco e sua capacidade de comunicação. Refazendo a trajetória do boneco no teatro, no rádio e na TV, revela, desde sua origem, antes de Cristo, a sua utilização em todos os continentes. Conhecido indistintamente como mamulengo, marionete ou boneco, tem divertido adultos e crianças com sua irreverência e uma linguagem escrachada; 22 páginas; Brochura; Publicado pela Fundação Demócrito Rocha.
Ilustrações de Newton Silva com interação com os bonecos confeccionados por Vitória Alves que é atriz, bonequeira e arte-educadora.
O LIVRO QUE VIROU SUCO
Pra quem não sabe, há aquela história dos originais do meu livro de charge que desapareceram misteriosamente de dentro de uma gráfica que pertencia a um conhecido empresário meio jornalista e meio escritor que mantinha estreitos laços com o Poder.
Eu publicava a charge diária em um jornal de Fortaleza e, diariamente, metia o pau na administração municipal e na atuação pífia dos vereadores. Os edis então, se sentindo importunados pelas charges, passaram a pressionar o editor do jornal, pedindo a minha cabeça.
- Pode deixar excelência, amanhã mesmo boto o Newton Silva na rua!
- E aí, chefe. – perguntei ao editor – Tô demitido ou não? Diga logo que ainda não fiz a charge!
- Meta a chibata nesses cornos!
A charge veia comeu de esmola no outro dia. Foi quando o então presidente da Câmara me mandou uma proposta para publicar um livro de charges em troca de maneirar o teor das charges tendo todo o apoio da Câmara Municipal de Vereadores.
Um livro de charges? Era uma boa ideia. Eu nem sabia que as charges estavam incomodando tanto os edis para tentarem me comprar. Antes disso tinha sido até aprovada na Câmara uma moção de desagravo, que eu nunca fui lá para saber se era verdade.
O advogado da Câmara então me procurou formalmente e disse que eu deveria procurar o tal empresário, pois a Câmara tinha um crédito na gráfica e iriam fazer uma permuta.
Cheguei lá com os originais do livro “No céu da Pátria nesse instante” e fui logo dizendo:
- O presidente dos vereadores mandou imprimir e colocar na conta da Câmara.
O empresário me olhou por cima dos óculos sem nenhum entusiasmo e mandou deixar os originais do livro em cima da mesa dele, pois já ia mandar fazer o fotolito. (A pasta era enorme com o meu nome escrito em vermelho). Uma semana depois voltei lá para saber a quantas andava a impressão do dito cujo.
Ele falou: livro, que livro? Num vi não.
Eu expliquei a tal história e ele pareceu ter se lembrado e chamou um funcionário para procurar a tal pasta, que era enorme. Nada. Rodamos a gráfica toda. Tinha uma sala entupida de trabalhos impressos e originais velhos e amarrotados. Procurei em todo lugar. A pasta tinha sumido. O tal funcionário que não lembro mais o nome me falou em off:
- É aquele livro com os desenhos das baratinhas?
Ele tinha lembrado, enfim. Eu perguntei se ele sabia onde estava. Foi quando ele falou:
- “O dotô mandou dar sumiço”.
Até hoje, não sei quem era o tal “dotô”. Quem iria querer dar sumiço num livro véi de charges?
A explicação oficial é que a tal pasta fora vítima de uma inundação na gráfica, pois tinha chovido muito. Até hoje não descobri. O livro sumiu, o empresário morreu, os que sabiam de alguma coisa se calaram. O livro virou suco e eu não fui comprado por muito pouco.
Acredito que o tal “dotô” que deu a ordem de sumiço dos originais, pensou que dando fim neles, também estaria dando fim ao chargista. Na mesma época fui demitido do jornal. Fiquei sem publicar. Naquele tempo não tinha essa coisa de internet.
Para concluir, parafraseio o grande jornalista pernambucano Antônio Maria:
“Que tolos, eles pensam que o chargista desenha com as mãos.”











Genial este moço que faz jornalismo com imagens criativas e texto, o Sr.Newton Silva,filho do grande jornalista Nemésio Dias Silva.